08/08/2011

Reportagem do primeiro dia do festival Vagos Open Air 2011



A entrada em Calvão fez-se tranquilamente, mas à medida que nos aproximávamos do recinto do festival o movimento de carros e pessoas aumentou consideravelmente. Apesar dos lugares de estacionamento serem já escassos nas proximidades, lá encontrámos um recanto onde deixar o carro e caminhar em direcção ao espaço reservado para o festival. Chegados ao espaço, pudemos contemplar a bonita lagoa e os espaços verdes circundantes de onde se destacava uma esplanada já recheada de fãs em cujas T-Shirts podia ler-se Opeth, Anathema e Vagos Open Air 2011. Foi assim que foram aproveitando o sol que sorria agradavelmente naquele dia.




A zona do acampamento estava muito bem composta. Tendas a perder de vista e uma quantidade incontável de gente que ia, vinha ou simplesmente convivia entre amigos num ambiente de festival animado e muito bem-disposto. O espírito festivaleiro foi contagiante desde o primeiro contacto e tudo o tudo o resto foi ficando para trás à medida que caminhávamos em direcção à entrada.

Acabados de chegar à bilheteira, já alguns amigos nos chamavam e nos inteiravam de como estavam a correr os concertos e apesar de algum descontentamento relativamente ao espaço dedicado aos campistas estavam muito satisfeitos com a prestação da banda que tinha acabado de tocar, "Essence deram um concerto brutal". Infelizmente foi só no intervalo entre Essence e Anathema que conseguimos entrar, mas foi nesse período que aproveitámos para cumprimentar e conviver com os amigos e conhecidos que já andavam a desfrutar dos prazeres que o recinto oferece, bifanas bem recheadas, hambúrgueres, porco no espeto e o fantástico Hidromel ou a maravilhosa Super Bock, ambas lourinhas que cintilavam nas mãos à medida que caminhávamos para perto do palco.

O concerto ia começar. Os Anathema, com a participação do teclista português, Daniel Cardoso, entraram em palco e "Thin Air" invadiu o público, tornando o crepúsculo num momento mágico e contagiante.
Infelizmente, na música "Summer Night Horizon", houve uma falha de electricidade e a música, interrompida a meio, já não foi retomada. Foi com a frase "Sorry about that" com a pronúncia caracteristicamente inglesa, que introduziram para "Dreaming light", momento mais calmo mas igualmente intenso.

O público correspondeu ao espírito e na música seguinte ergueram os braços e bateram palmas ao ritmo de "Closer". Mas os Anathema ficaram penalizados com falha de electricidade por mais duas vezes, em momentos altos da música “Empty”. No entanto, o público esteve sempre a apoiá-los e após a terceira interrupção, perguntaram: “Tudo bem?” e retomaram o concerto com “Flying”. Terminaram em alta, com “Fragile Dreams”.



Após o intervalo habitual para a troca de instrumentos e preparação do palco para a banda seguinte, entraram em palco Tiamat. Em “Children of the underworld” já o público participava em pleno. Um momento igualmente alto foi quando tocaram “The sleeping beauty” e terminaram com uma ovação geral, com a música “Gaia”.

Os Opeth abriram o concerto com “The grand conjuration”, iniciando um concerto de grande intensidade e qualidade. O público esteve sempre presente com palmas e espírito aberto para receber a noite mágica que se avizinhava terminar em pleno.

Em determinada altura, Mikael Äkerfeldt, sempre muito comunicativo e bem-humorado, partilhou com os fãs que estavam a gostar muito de Portugal e que chegaram a ir à praia.
Foi um momento de humor quando Mikael, um sueco, disse que as águas do mar em Portugal eram geladas. Fala igualmente na banda de cartaz do dia seguinte, Morbid Angel e menciona que temos muita sorte de vê-los porque são uma grande banda e eles são grandes fãs e é com esta frase que introduzem a música “In my time of need”, grande momento de ovação por parte do público. Outro momento alto foi quando tocaram “Master's apprentice” e quando aparentemente terminaram o público quis mais e conseguiu que a banda regressasse ao palco para tocar “Deliverance”, o momento que deu por terminada um dia e noite de concertos em pleno.


Os concertos terminaram, mas a noite não se dava por finalizada, havia ainda tempo para beber algo fresco e ir até à zona das tendas onde podíamos comprar álbuns, roupa, t-shirts e ainda pudemos ouvir Megadeth, Pantera, Metallica e outras grandes bandas do Metal até altas horas da madrugada. E o segundo dia começava já.

Reportagem elaborada e escrita por: Miriam Mateus
Agradecimentos a: António Gaspar pelo apoio e colaboração na elaboração da mesma e a Nuno Santos pela reportagem fotográfica (todas as fotos aqui).

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